REVISTA SOU MAIS EU – “Faço quadrinhos no Facebook para contar as peripécias dos meus filhos”

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“Faço quadrinhos no Facebook para contar as peripécias dos meus filhos”

Julianna não queria que as coisas engraçadas que seus filhos, Pedro e Luísa, dizem e fazem se perdessem no tempo

Sou Mais Eu Digital

Minha aventura como mãe começou com o Pedro, que hoje tem 7 anos. Desde suas primeiras frases, eu ficava muito atenta a como as crianças aprendem a linguagem. Quando meu menino tinha 3 anos, estávamos à mesa tomando café da manhã e ele falou bem sério, pra mim e o pai: “Faz tempo que não conversamos sobre dinossauros, né?” Entrei na onda: “É mesmo. Vamos conversar, então”. E o Pedro prosseguiu: “Vocês sabiam que existem dinossauros carnívoros e outros verduríveros?” O danadinho é observador e muito questionador. Eu achava o maior barato suas pérolas e sempre compartilhava na rede social. Meus amigos adoravam, riam muito e diziam que eu precisava escrever um livro. Então, comecei a anotar os diálogos. Mas apenas escrever parecia pouco. Aí, em maio do ano passado, surgiu a ideia: fazer em forma de quadrinhos ! Como não sei desenhar, usei programas de edição na internet e fiz montagens com imagens prontas. Ficaram superengraçadinhos!

O próximo passo foi criar uma página no Facebook para postar. Meu marido deu o nome: Família em Tiras. Nessa época, já tínhamos nossa segunda filha, a Luísa, que estava com 3 anos e fazia perguntas interessantíssimas: “Mãe, por que todo dia a gente vive?” Eu tinha conteúdo de sobra para as tirinhas contando as peripécias dos dois!
Para minha surpresa, não apenas eu e meus amigos nos divertíamos com as histórias. Em menos de um mês, a página ganhou mais de mil seguidores! Muita gente enviava causos ótimos de suas famílias e eu fazia tiras para quase todos. Hoje isso já é impossível. São mais de 17 mil seguidores e muitas histórias! Recentemente, surgiram até encomendas de produtos: tirinhas para canecas, camisetas, livrinhos… Para esses, cobro um valor. Assim como eu, as outras mães querem registrar pensamentos dos filhos que, muito provavelmente, seriam perdidos no tempo. É muito legal poder eternizar esse período curioso, mágico e tão gostoso, que é a infância! – JULIANNA RODRIGUES, 36 anos, servidora pública, Caruaru, PE
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